No dia 04 de fevereiro, perdemos uma grande amiga. Aos 80 anos, faleceu na cidade de Santa Maria, minha querida tia, Maria Nilda Rodrigues Oliveira. Deixa três filhos, netos e uma legião de amigos.

Uma pessoa pura, simples e cativante.

Quando uma pessoa querida e próxima se vai, demoramos um tempo para assimilar a perda, “cair a ficha”. E nos dias que se seguem após a perda, algumas passagens surgem em nossas mentes. Momentos bons, simples que e marcam para o resto da vida.

E nossa mente, por vezes nos faz lembrar de fatos nem tão importantes, mas retratam a infância.

Lembro de um fato no ano de 1988….. 24 anos atrás. Na época, com cinco, seis anos, lembro de uma visita da tia Nilda em nossa residência. Estava começando a entender e gostar de futebol. Durante a visita, era transmitida uma partida entre Vasco da Gama e Santos, pela extinta Copa União. Foi meu primeiro contato com uma pessoa que não torcia pra Grêmio ou Inter, um fato muito estranho até então para um guri crescendo cercado de colorados e gremistas (mais colorados do que gremistas!). A tia Nilda se dizia vascaína.
E ali começamos uma brincadeira. Ela torcia para o Vasco e eu para o Santos. Deu Vasco, 4 x 0, com show do então jovem Bismarck, que fez três gols naquela tarde.

Em outra oportunidade, dei o troco. Estávamos em Santana da Boa Vista, em uma carreira de cavalos, evento bastante costumeiro na época, raro hoje em dia. Lembro de pedir 1 pila (cruzeiro?? cruzado??) para o pai e apostar com a tia. Apostei no cavalo do tal Juca e ela em outro que não lembro. O cavalinho do Juca ganhou e levei os pila da tia Nilda.

Em 2010, fui acometido de uma pneumonia…. eita coisa braba. E minha querida tia, já com a saúde um pouco debilitada não deixou de me visitar. Lembro dela cheia de roupa, casacão, touca…. julho “braboso” na gelada Caçapava.

Enfim, fatos simples como estes marcam a vida da gente. Mas algum sentido tem, podem ter certeza. Pessoas boas contribuem e repassam sabedoria e amor a outras pessoas boas.

Para finalizar, deixo uma foto bastante antiga. Pelo tamanho das crianças, imagino que seja entre 1953 e 1955. Nela, estão pessoas ímpares. Tio Jorge, tia Nilda, fiquem em paz… e onde estiverem, cuidem da gente aqui na terra.