No último domingo, chuva que Deus mandava, e eu, saboreando um chimarrão depois do almoço, resolvi assistir o tal do Super Star.

É o tipo de programa que não gosto, pois foca o mercado da música, cada vez mais, com artistas de qualidade duvidosa, pelo menos ao meu ver…. pois bem, tudo começa com um sertanejo (o universitário, aff), passa para um estilo que não identifico, uma mistura de axé (tipo Mila do Netinho) com MPB (acreditem!), até que a Gaúcha Fernanda Lima chama uma banda que chega tocando “Another Brick In The Wall”, que subitamente despertou minha atenção, que nessas alturas já estava mais voltada ao Smartphone do que na TV.

Então…. uma banda cheia de arranjos, utilizando bateria eletrônica… não era bem o que eu imaginava, mas estava legal, curti. Nessa exato momento, não sei porque, mas o cérebro nos surpreende com algumas coisas, lembrei que tinha um CD do Ozzy Osbourne, o qual apreciava muito quando guri. De imediato, fui até a garagem procurar o disco.

Analisando a pilha de CDs, cada um que pegava na mão, vinha a tona a história daquela criança. Alguns comprados, outros trocados com amigos, outros eram presente e assim por diante. Mas cada um deles tinha a sua própria história. Lembrei dos ruins também, que até hoje você não entendeu porque comprou, mas está ali junto com os outros.

Mas lá estava o Ozzy… me olhando, parecia estar com saudade, preso naquele armário escuro. Lembram do filme Toy Story, onde o Andy cresce e o Xerife Woody fica numa caixa de papelão? Pois o Ozzy era o Xerife dessa história.

A maioria desses discos, comprei na década de 90, onde o Compact Disc passou a ser o sucessor da Fita K7, uma evolução e tanto.

Passado alguns anos, a compra de CDs foi minguando, com o advento do MP3. Que revolução tchê! Até pouco tempo, eram inimaginável colocar 150 músicas dentro de um CD. Nessa época, deixamos de lado os queridos discos, deslumbrados com a música digital. Mas sabíamos o que nos esperava no futuro…

E agora, nós temos o Streaming. Spotify, Youtube, Icloud, entre tantos outros serviços na nuvem. Temos qualquer música, a qualquer momento.

Mas fica a saudade…. e aquele gesto de pedir o raro CD da Rosa Tattooada de um amigo pra fazer uma cópia? E ir no Shopping em Santa Maria comprar o último disco que faltava na sua coleção da discografia do Nirvana? E aquela conferência pra ver se o encarte retornou direitinho quando você emprestou o CD dos Engenheiros do Hawaii para um colega? Caras….. e o autógrafo do Alemão Ronaldo na capa do CD da Bandaliera?

Uma cara nostálgico como eu, não poderia deixar de falar sobre a relação adolescência/CDs. Você que tem menos de 25 anos, seja bem-vindo a era onde você tem todas as bandas do mundo em um clique. Lamento por ser uma era tão chata =)

 

A Nostalgia dos CDs